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Calor Extremo

A. Em Mateus 16, após ser usado poderosamente por Deus a fim de declarar a identidade divina de Cristo. Pedro foi, pelo mesmo Cristo censurado e reprovado. O motivo: a tentativa de persuadir Jesus a não enfrentar o sofrimento. Na direção oposto a pretendida pelo discípulo, Isaías 53.10 assegura que o sofrimento aplicado a Cristo “foi do agrado de Deus”. Esta declaração, ao invés de apresentar Deus como aquele que deseja o mal para Seu Filho e para suas criaturas, o apresenta como aquele que compreende que o sofrimento, visto pela perspectiva divina tem propósito redentivo. i. Contudo, o maior problema ao enfrentarmos a dor e o sofrimento, não é questionarmos a Deus, seu amor e sua existência. Mas sim, reconhecermos que se estamos questionando é porque de fato ainda não o conhecemos. 1. Pois, pior do que não acreditar em Deus, é ter uma visão destorcida de seu caráter. B. Abraão no crisol – A prova imposta a Abraão não veio sem aviso. Ele sabia que para a tarefa a qual havia sid...

A Gaiola

A. A primeira carta escrita por Pedro, por volta da primeira metade da  década de 60 d.C. , foi escrita em meio a um período de provas e perseguição para a igreja cristã primitiva. Este período de forte crescimento da igreja, foi também marcado pela morte de Tiago, irmão de João. Pouco depois, o próprio Pedro seria preso e, posteriormente liberto da prisão pela intervenção divina. A igreja crescia mas sob os olhares perseguidores daqueles que os perseguia pelo simples fato de os cristãos escolherem viver de modo digno. i. Neste contexto Pedro declara que os fiéis seriam “contrastados’ por várias provações. 1. O que chama a atenção no texto de Pedro é o uso da frase”[...] se necessário, [...]” (1 Pedro 1.6). Isso deixa claro ao leitor que as provas e mesmo a perseguição enfrentada era algo que serviria para um bem maior em favor dos cristão. a. Contudo, a pergunta é: Deus nos tenta ou nos prova? B. Beco sem saída – É possível andarmos junto de Deus e de sua orientação e ai...

Os Crisóis da Vida

 1 Pedro 4.12 e 13 A. A primeira metade da década de 60 depois de Cristo, período em que Pedro escreve sua primeira epistola foi um período marcado por eventos que colocaram os cristãos sob as investidas e ataques do inimigo. Expostos aos ataques tanto internos (espirituais), como externos (perseguições), os cristãos precisaram ser advertidos que o “fogo das provações” não era “estranho”.  Pelo contrário, era o meio utilizado por Deus a fim de “prová-los”. i. A função do Crisol: 1. Derrete substâncias; 2. Prova e; 3. Causa ou influência mudanças e desenvolvimento. B. Surpresas – Para aquele que constantemente se submete a instrução de Deus as provas não são surpresas. i. Do mesmo modo que para o aluno, ser submetido a avalição pelo professor não é surpresa. Visto que o professor esta ali para ensinar, o aluno para aprender e, a avalição (prova) é o instrumento que será utilizado para “avaliar” o aprendizado e desenvolvimento do aluno. 1. A Avaliação do discípul...

O Crisol do Pastor

 A. Estamos iniciando uma nova série de estudos e desta vez falaremos sobre algo que alcança a vida de todos nós: o sofrimento humano. Contudo, o estudaremos com a perspectiva de que este “aparente mal” pode e é utilizado por Deus a fim de nós preparar para os eventos futuros e, mais do que isso, para nos aperfeiçoar para a vida eterna. i. Usando como ilustração o “crisol”, instrumento utilizado como meio de aquecer e purificar metais preciosos como a prata e ouro, o autor estabelece um link com os momentos de sofrimento e prova que enfrentamos. Isso porque, por meio das provas ou sofrimentos podemos: 1. Ser destruídos ou; 2. Aperfeiçoados (purificados). a. Isso porque, como diz o título deste estudo, o crisol é do Pastor. Logo, sendo utilizado pelo Pastor tem o objetivo de nos fazer bem e não mal. B. Um Guia para a jornada – Utilizando o Salmo 23.1 o estudo assegura duas ideias importantes: 1. Nossa vida neste mundo será uma longa jornada de momento bons e ruins; 2. ...

José, príncipe (grão-vizir) do Egito

 A. O relato apresentado a partir do capítulo 41 destaca uma nítida mudança de atitude dos personagens envolvidos na narrativa. A começar por José que, uma vez elevado a posição de Grão-vizir ou governador do Egito, vê nas palavras do Faraó que ele estava sendo elevado a tal posição para servir  aos designo de Deus. Logo, a atitude de seus irmãos seguirá exemplo semelhante. B. A ascensão de José – Na cultura do Egito o Faraó, além de ocupar a posição de divindade é também aquele que é responsável pelo bem estar do povo a quem governa. Logo, sua preocupação, frente a ameaça de seca e escassez de alimento é prover meios de salvar o seu povo e país.  i. Vendo em José sabedoria para essa tarefa, mais por motivos econômicos do que religiosos, José é escolhido governador do Egito. 1. Assim, como José havia demonstrado ser uma “benção” na casa de Potifar e na prisão, agora, a frente do governo, seria uma benção para a nação. 2. Mais uma vez destaca-se a administração d...

José, mestre dos sonhos.

A. Ao analisar o relato da família de Jacó/Israel, principalmente com foco no relacionamento de seus filhos, é necessário considerar que trata-se de uma família completamente “disfuncional”. Seja no contexto da união conjugal de Jacó com suas duas esposas ou no contexto de ter ele se unido com as concubina de Lia e Raquel. Seguido pela disputa pelo amor do marido por meio do nascimento de filhos. Todo na casa de Jacó foi devidamente preparado para dar errado. Sem contar a participação desonesta de seu sogro Labão e da inveja de seus cunhados, filhos de Labão. Este quadro é importante para analisarmos a relação de José com seus irmãos. B. Preferido – O mesmo erro cometido por Eva, ao colocar Caim em destaque em relação a Abel. E, repetido por Abrão, ao amar a Isaque e despedir Ismael. Repetido também por Isaque que preferiu a Esaú do que a Jacó. Foi também replicado por Jacó que amava mais a José do que os demais irmãos.  i. O fato de ter, ele próprio, feito uma roupa digna de...

Jacó - Israel

 A. A ênfase desta semana está na verbo “prevalecer”. Isso porque, depois de vinde anos afastado de casa e mesmo tendo que “lutar” contra seu pecado, seu sogro e seus cunhados, Deus permite que Jacó volte para casa para agora “lutar” contra si mesmo, contra seu irmão e contra o próprio Deus. Contudo, ao final, ouviu a declaração de Deus que ele “prevaleceu”. B. Lutando com Deus – Embora houvesse atendido o conselho de Deus para voltar Jacó sabia que poderia não ser bem vindo de volta.  i. Interessante notar que versões diferente do mesmo texto não destaca o fato de Jacó ter sido “atacado” pelo Homem. Isso porque, provavelmente Deus tenham tido o desejo de se aproximar de Jacó durante aquele momento de “angustia”. Contudo, seu receio e medo, fez com que se colocasse em defesa. 1. A declaração de Gên. 32.28 “lutas-te com Deus e com os homens” ecoa Gên. 25.22 onde foi dito a Rebeca que os filhos lutavam em seu ventre. a. Jacó já havia lutado com homens, agora lutava com...