José, mestre dos sonhos.
A. Ao analisar o relato da família de Jacó/Israel, principalmente com foco no relacionamento de seus filhos, é necessário considerar que trata-se de uma família completamente “disfuncional”. Seja no contexto da união conjugal de Jacó com suas duas esposas ou no contexto de ter ele se unido com as concubina de Lia e Raquel. Seguido pela disputa pelo amor do marido por meio do nascimento de filhos. Todo na casa de Jacó foi devidamente preparado para dar errado. Sem contar a participação desonesta de seu sogro Labão e da inveja de seus cunhados, filhos de Labão. Este quadro é importante para analisarmos a relação de José com seus irmãos.
B. Preferido – O mesmo erro cometido por Eva, ao colocar Caim em destaque em relação a Abel. E, repetido por Abrão, ao amar a Isaque e despedir Ismael. Repetido também por Isaque que preferiu a Esaú do que a Jacó. Foi também replicado por Jacó que amava mais a José do que os demais irmãos.
i. O fato de ter, ele próprio, feito uma roupa digna de um príncipe para José, não somente destacou ainda mais seu amor por ele, mas também, colocou em evidência o ódio de seus irmãos.
ii. Importante destacar que o comportamento de José não era de todo exemplar. O termo utilizado em Gên. 37.2 indica relatório “mentirosos”.
iii. Interpretação dos sonhos de José – Importante destacar que em ambos os sonhos mencionados por José a sua família, em nenhum deles Deus deu a interpretação. Tanto no primeiro como no segundo sonhos quem apresentou a interpretação foram seus irmãos e pai. Isso não muda o desfecho, contudo, coloca em relevo que nenhum deles estava disposto a saber de Deus qual era o verdadeiro significado e propósito das revelações.
1. Primogenitura – As ações de Israel deixavam clara sua intenção de dar a José a honraria da primogenitura.
a. Embora fosse plano de seu pai fazê-lo o “primeiro” Mateus 20. 26 e 27 mostra que José, primeiro, deveria ser o “servo de todos”.
C. O ataque a José - O destaque deste ponto do estudo esta no “ódio” dos irmãos de José por sua vida. A presença de José era um incomodo para seus irmãos.
i. O Contrário do amor tende a ser a “indiferença”, não o ódio. Isso nos ajuda a refletir no contexto experimentado pela família.
D. Judá e Tamar – A história de Judá nos ajuda a entender que embora Deus não aprove os erros que cometemos Ele pode transformar circunstâncias desastrosas em oportunidades de mudança e benção. Judá entendeu isso.
E. José no Egito – O relato de José no Egito antecipa a futura história de sua própria família e povo, visto que também serão escravos e, por fim, serão exaltados.
i. O nome de José “asaf” pode ser traduzido como “Deus tirou”. Neste caso ilustra sua própria história. Tirado da cisterna, tirado da família, tirado de sua terra, tirado da casa de Potifar, tirado da prisão.
ii. Por que José foi prospero mesmo em meio a adversidade?
1. Porque José se manteve fiel aos princípios de Deus e;
2. Porque José, assim como seu pai, decidiu ser um mordomo fiel de Deus.
F. Os sonhos do Faraó – O relato destaca que Deus pode e revela seus planos não somente ao seu povo escolhido mas também, as demais pessoas.
i. O rio Nilo é para o Egito um “deus”, isso porque, por meio dele a terra árida do deserto é regada e se mantem sempre fértil.
1. Logo, uma predição que envolve “seca” e a baixa produção de alimento esta diretamente relacionada com as duas cheias anuais deste importante rio.
a. Pode ser por isso que os sonhos tenham impactado tanto o rei do Egito.
b. Ao mesmo tempo que, de antemão, coloca o poder do Deus de José acima do poder do deus do rei, o Nilo.
i. Não seria o Nilo que manteria ou sustentaria o povo durante o período de seca e sim a providência de Deus.
ii. Deus revelou o que ocorreria, contudo não deu a solução do problema. Esta solução ficou a cargo de José, sob a direção divina.
iii. José deixou claro que tanto aquele sonho como a sua interpretação vem de “Elohim”.
2. DESTACAR
A. José, ao contrário dos demais sábio egípcios, não ousou creditar a habilidade de discernir e revelar os sonhos a si mesmo, pelo contrário, na primeira oportunidade ele dirigiu os méritos a Deus. Isso por que, o Senhor é quem dava os sonhos e também as interpretações.
3. APLICAÇÃO
A. O relato de José nos mostra que em nenhum momento Deus se revelou ou falou com ele, assim como havia feito com os demais patriarcas antes dele. Contudo, o relacionamento dele com Deus estava fundamentado na fé. As histórias que ouviu de seu pai lhe fizeram conhecer e crer no Deus que age mesmo no silêncio.
Pr. Vítor Ribeiro – Missão Global – AML
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