Jacó - Israel
A. A ênfase desta semana está na verbo “prevalecer”. Isso porque, depois de vinde anos afastado de casa e mesmo tendo que “lutar” contra seu pecado, seu sogro e seus cunhados, Deus permite que Jacó volte para casa para agora “lutar” contra si mesmo, contra seu irmão e contra o próprio Deus. Contudo, ao final, ouviu a declaração de Deus que ele “prevaleceu”.
B. Lutando com Deus – Embora houvesse atendido o conselho de Deus para voltar Jacó sabia que poderia não ser bem vindo de volta.
i. Interessante notar que versões diferente do mesmo texto não destaca o fato de Jacó ter sido “atacado” pelo Homem. Isso porque, provavelmente Deus tenham tido o desejo de se aproximar de Jacó durante aquele momento de “angustia”. Contudo, seu receio e medo, fez com que se colocasse em defesa.
1. A declaração de Gên. 32.28 “lutas-te com Deus e com os homens” ecoa Gên. 25.22 onde foi dito a Rebeca que os filhos lutavam em seu ventre.
a. Jacó já havia lutado com homens, agora lutava com Deus a fim de receber o perdão de Deus e dos homens (Esaú).
b. A ideia de ”prevalecer” esta associada a certeza do “perdão”.
C. Reconciliação – O reencontro de Jacó e Esaú demonstra que não há possibilidade de reconciliação entre os homens se antes não houver reconciliação com Deus.
i. Peniel – Mais uma vez o tema de “prevalecer” associado ao perdão vem a tona. Isso porque, ninguém pode ver a Deus e permanecer vivo. Salvo se, por meio da bondade e graça de Deus, o ser humano pecador, for perdoado.
1. Logo, em Peniel, assim como em Isaías 6. 1 a 8, Jacó não somente viu e lutou com Deus, mas também foi perdoado e reconciliado com Deus.
2. O “beijo” de Esaú demonstra aceitação e reconciliação.
a. Cena que será repetida pelo pai do “filho prodigo” ao receber o filho de volta em casa.
D. Diná e Siquém – Embora Israel tive o desejo de “paz” o envolvimento de sua filha com as filhas dos cananeus mais uma vez o colocou em contexto de conflito.
i. Simeão e Levi com a promessa de reparar o erro e fazer justiça causaram ainda mais problema.
ii. A violação (violência praticada por Siquém) antecipa o comportamento de Rubén com a concubina da Israel.
E. Idolatria – Como se repetira noutros momentos da história a proximidade com os “cananeus” sempre imprimi sobre o povo de Deus influência negativa.
i. A fim de renovar a aliança deveriam tirar do meio da família aquilo que os fazia pecar.
ii. Não seria suficiente deixar o local do pecado, seria necessário abandonar o erro.
1. Israel deixa os deuses estrangeiros para se identificar com o Deus verdadeiro – El Betel!
2. Para firmar nova aliança é preciso romper venhas alianças.
F. A morte de Raquel – Assim como a morte de Sara marca o fim e o início de um novo período. O mesmo ocorre com a morte de Raquel.
i. A luta de Raquel para dar a luz a Benjamim lembra a luta que ocorreu no ventre de Rebeca antes de dar a luz a Esaú e Jacó.
1. De filho da tristeza, Benjamim se tornou o filho da mão direita.
a. Esta afirmação pode ser uma inferência ao fato de o primogênito, primeiro filho de Israel com Lia, ter deixado de ser aquele que estaria ao lado do pai – “seu braço direito”.
2. DESTACAR
A. Todo erro cometido com o próximo é em primeira instância um erro cometido contra Deus. Logo, ao buscar a reconciliação devemos dar o primeiro passo em direção á Deus.
3. APLICAÇÃO
A. O perdão de Deus sempre estará disposto a todos aqueles que lutam por ele. Ao mesmo tempo, sempre haverá possibilidade de voltar para Deus e reatar os relacionamentos rompidos pelo erro. Isso, se nos reconciliarmos primeiro com Deus.
Pr. Vítor Ribeiro – Missão Global – AML
Comentários