A equidade de Deus - Meditação
"vós bem sabeis de todo o vosso coração e de toda a vossa alma que nem uma só promessa caiu de todas as boas palavras que falou de vós o Senhor," (Josué 23:14).
O capítulo 24 do livro de Josué, sem dúvida alguma, é um dos capítulos mais importantes do livro. Este fala sobre a necessidade da nação tomar uma decisão consciente de servir a Deus e escolhe-Lo como Deus e Senhor. No entanto, é no capítulo 23 que encontramos uma das mais importantes descrições sobre o caráter de Deus. Isso porque, neste capítulo Josué, já avançado em idade e pronto para deixar a liderança do povo, convoca a nação para apresentar uma poderosa exortação.
A decisão baseia-se no conhecimento que o povo tinha de Deus. O idoso líder relembra a nação sobre as ações do Senhor e, destaca sua fidelidade, um tema amplamente apresentado no livro. Contudo, Josué dirige a atenção da nação, não somente para a fidelidade divina, mas também, e em especial, para a equidade de Deus. Equidade é a "virtude de quem [...] manifesta senso de justiça, imparcialidade, respeito à igualdade de direitos.". Com isso, as palavras de Josué faz com quem a nação compreenda que Deus é justo e irrepreensível ao cumprir Suas promessas. Tanto as promessas de cuidado e benção, como as promessas de juízo e condenação.
Deus é o único ser que consegue equilibrar, de forma perfeita, amor e justiça e, por meio de seu apurado senso de equidade ser imparcial, não somente em Seu julgamento, mas também, nas oportunidades que oferece. Com isso em mente Josué afirma: "E sucederá que, assim como vieram sobre vós todas estas boas coisas que o Senhor, vosso Deus, vos prometeu, assim cumprirá o Senhor contra vós outros todas as ameaças até vos destruir de sobre a boa terra que vos deu o Senhor, vosso Deus." (Josué 23:15).
Após ratificar o chamado divino para a fidelidade e obediência aos mandamentos e, relembrar a nação as promessas de Deus e seu cumprimento, o sábio líder exorta quanto as consequências da obediência e da desobediência. Assim como o Senhor abençoou e continuaria abençoando como consequência da obediência aos requisitos da aliança. Assim também, o mesmo Deus, os deixaria a mercê das consequências da desobediência, caso violassem os requisitos da mesma aliança. Alguém poderia questionar: Mas este não é o povo escolhido de Deus? Como o Senhor, poderá puni-los como os demais nações? A resposta é a equidade divina.
"Equidade é sobre oferecer oportunidades justas com base nas diferentes realidades de cada pessoa. [...]". Assim, Deus chama a todos, oferece a cada um, de modo individual, as mesmas oportunidades e meios de, não somente participar da aliança, mas também, de ser por ela beneficiada. Uma vez, tendo aceitado a aliança divina, estamos sujeitos as bençãos. Caso vivamos em desobediência, estaremos sujeitos as penalidades.
Esse importante relato nos revela que, o que nos oportuniza o favor divino não é o que fazemos, o que temos ou a que povo pertencemos. O que nos oportuniza gozarmos as bençãos de Deus é nossa decisão de obedecer fielmente a vontade revelada de Deus. Ao mesmo tempo, revela que, o amor incondicional de Deus pela raça humana nunca estará acima de Sua justiça. Pelo contrário, ambas são, invariavelmente, equilibradas no trato com o ser humano.
Missão Mineira Norte - USeB
Departamento de Mordomia
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