Sede imitadores meus - Meditação - Mordomia Cristã
"Sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós" (Filipenses 3:17).
O apóstolo Paulo, como poucos personagens apresentados pela revelação, ofereceu a seus pares não somente instrução proveniente do trono divino, mas também, o exemplo de uma vida regida pela orientação e guia do Espírito Santo. Em sua vida, mesmo antes de se encontrar com Jesus na estrada para Damasco, Paulo já era um exemplo. Suas cartas estão repletas de referências a sua vida antes do cristianismo e mesmo tais referencias nos ajudam a reconhecer seu empenho e dedicação aos princípios que aprendeu. Tal dedicação e esmero, Paulo trouxe, também, para a prática cristã.
De tal modo que, mais de uma vez o apóstolo tomou a responsabilidade de convidar seus pares, aqueles com quem mantinha comunhão em Cristo, a seguirem o seu próprio exemplo. No entanto, Paulo tinha a consciência de que sua afirmação e convite não se baseava em uma vida, pois como ser humano era errante e falho. O chamado para que outros seguissem seu exemplo e imitassem seu modo de vida, vinda da certeza de ter Cristo como padrão e Supremo Modelo. A vida do apóstolo estava escondida em Cristo, de tal modo que, se colocava diariamente em submissão completa a Cristo, a fim de que, ao olharem para ele, pudessem ver não ele, o apóstolo, mas Cristo Jesus.
Tendo sua vida como um reflexo da luz de Cristo, Paulo, escrevendo aos filipenses exorta que sigam seu exemplo. O motivo é apresentado nos versos 17-21, do capítulo 3, da carta aos Filipenses. Ao mesmo tempo que Paulo e seus cooperadores estavam trabalhando para conduzir a igreja a seguir o Supremo modelo, havia, ao mesmo tempo, dentro da igreja, os "inimigos da cruz de Cristo" (v.18). Aqueles cujo destino era a perdição e cuja preocupação era os assuntos terrenos (v.19). Contra tais pessoas o apóstolo adverte a igreja a não seguir o exemplo.
No entanto, o texto nos provoca uma reflexão: Em que aspecto específico Paulo nos convida a imitá-lo? A continuidade do texto revela a preocupação do apóstolo. Enquanto os "inimigos da cruz de Cristo" mantinham sua atenção e preocupação com assuntos terremos, como ganhos e glória pessoal. A vida do apóstolo estava baseada no "contentamento no Senhor" (cf. 4:11). Depois de haver orientado os cristãos a não viverem ansiosos com coisa alguma (4:6), e reforçar a ideia de levar os cristãos a seguir seu exemplo observando aquilo que "aprenderam, receberam, ouviram e viram nele" (v.9), Paulo os convida a imitar sua vida de "contentamento no Senhor". "Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação". Levando em consideração que o final do capítulo 3, bem como, o capítulo 4 trata sobre a temática da certeza do cuidado paterno de Deus por seus filhos, o desejo de Paulo era que seus leitores, pudessem compreender a necessidade de aprender a viver de forma grata por aquilo que o Senhor nos proporciona.
O contentamento, mas do que um estilo de vida e uma resposta para a graça de Deus é, sem dúvida alguma, uma vacina de proteção contra a "cobiça". Em Êxodo 20:17 somos advertidos a não "cobiçar". Isso porque a cobiça é a declaração humana de desagrado a aquilo que recebemos de Deus. Uma vez que não sou grato pelo que Deus tem me dado, passo a desejar o que Ele não me deu, mas deu a outro. Pensando ser possível corrigir, aquilo que julgamos ter sido um equivoco divino, passo a cobiçar o que não me pertence, pecando contra Deus e o próximo.
Logo, Paulo aprendeu a viver uma vida pautada no contentamento, sendo feliz e grato com aquilo que Deus havia proporcionado a sua vida. Aprendeu a ser grato tanto no muito, como no pouco e, assim glorificar o nome do Senhor. Eis o modelo que o apóstolo apresentou a igreja e, o exemplo a ser imitado e seguido: o contentamento. "O que também aprendeste, e recebeste, e ouvistes, e viste em mim, isso praticai; [...]" (Filipenses 4:9).
Missão Mineira Norte - USeB
Departamento de Mordomia
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