José, príncipe (grão-vizir) do Egito

 A. O relato apresentado a partir do capítulo 41 destaca uma nítida mudança de atitude dos personagens envolvidos na narrativa. A começar por José que, uma vez elevado a posição de Grão-vizir ou governador do Egito, vê nas palavras do Faraó que ele estava sendo elevado a tal posição para servir  aos designo de Deus. Logo, a atitude de seus irmãos seguirá exemplo semelhante.

B. A ascensão de José – Na cultura do Egito o Faraó, além de ocupar a posição de divindade é também aquele que é responsável pelo bem estar do povo a quem governa. Logo, sua preocupação, frente a ameaça de seca e escassez de alimento é prover meios de salvar o seu povo e país. 

i. Vendo em José sabedoria para essa tarefa, mais por motivos econômicos do que religiosos, José é escolhido governador do Egito.

1. Assim, como José havia demonstrado ser uma “benção” na casa de Potifar e na prisão, agora, a frente do governo, seria uma benção para a nação.

2. Mais uma vez destaca-se a administração de José como “mordomo de Deus”.

a. A ascensão de José esta diretamente ligada a ênfase do “serviço”. Ele foi elevado a fim de servir/salvar.

C. José confronta os irmãos – O encontro de José com seus irmãos foi um encontro com o passado. Isso por que, José os reconheceu e se lembrou de sua trajetória e história. Ao mesmo tempo que seus irmãos se lembraram da aflição relacionada a suplica de José ao ser vendido.

i. A cena de reencontro, antes de incluir José, mostra ao leitor que outro reencontro ocorreu. O reencontro de Judá com os demais irmãos. Agora, só faltava José.

ii. O destaque é a mudança nítida na personalidade e comportamento dos irmãos.

D. José e Benjamim – Embora estivesse diante de seus dez irmãos faltava a José a confirmação da preservação da vida de seu irmãos mais novo.

i. “irmão” – de fato Benjamim era, no sentido completo, o único irmão de José, por isso a necessidade de reencontrá-lo e a emoção deste momento.

ii. Benjamim reconecta José com a falecida mãe e com o enlutado pai.

1. A maneira como José trata a Benjamim foi um teste a fim de verificar como os demais irmãos estavam lidando com a questão do "favoritismo” e “inveja”.

E. Substituição – A acusação feita contra Benjamim foi o último teste feito contra os dez irmãos.

i. A morte de Benjamim significaria a morte de Israel. Logo, entra em cena o aspecto da “substituição”.

ii. Judá tinha se comprometido com o pai em trazer Benjamim de volta pra casa. Diante da situação, o único meio de cumprir sua palavra era se entregar no lugar dele.

1. Como o cordeiro que foi sacrificado no lugar no inocente Isaque. E, o animal morto em favor da vida de José, ao ser vendido ao Egito. Agora Judá se oferece para tomar o lugar do inocente Benjamim.

F. Eu sou José – A ideia de provocar mais dor ao coração de Israel foi o que levou José a revelar-se a seus irmãos.

i. Ao se revelar como José, seu nome, mais uma vez, aplica, de forma pratica, seu significado: “asaf – Deus tirou”. Por meio de José, Deus traria o livramento.

ii. A função de José, compreendida nas palavras do Faraó e ainda mais clara nas palavras do próprio José era preservar e salvar, não causar dor e sofrimento.

iii. Logo, ao revelar-se aos irmãos José revela também a estratégia de Deus para salvar:

1. O povo da fome e da morte;

2. O pai do luto e do sofrimento e;

3. Os irmãos da culpa do pecado.

2. DESTACAR 

A. O Egito foi um reino onde tudo girava em torno da relação do rei e do povo com suas divindades. Ao reconhecer que em José havia o direção de um Deus superior aos deuses locais, esta ação não somente confere destaque a José, mais do que isso, dirige a honra ao Deus Eterno. Uma vez que o próprio Faraó era considerado um deus, este se viu submisso a soberania do Deus do Universo. Representado aqui por seu embaixador – José.

3. APLICAÇÃO 

A. Ao contrário do que possa parecer a história de José e da família de seu pai Israel, não termina com um “felizes para sempre”. As ações, decisões e escolhas feitas por seus pais, bem como por seus irmãos, sem contar a própria atitude de José, mostra que, embora no final, todo tenha se resolvido bem, muito do que enfrentaram poderia ser evitado. Logo, ainda que Deus tenha poder e queira transformar todo mal em bem, devemos fazer a nossa parte a fim de evitar que nossas ações e escolhas atrapalhem os planos de Deus para nossa vida e família.


Pr. Vítor Ribeiro – Missão Global – AML


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