Imoralidade e infidelidade na igreja de Corinto - Meditação - Mordomia Cristã
"Expulsai, pois, de entre vós o malfeitor" (1 Coríntios 5:13).
Por vezes ao ler 1 Coríntios 5, somos levamos a colocar em relevo o tema das relações matrimoniais. E, de fato, o primeiro tema abordado pela correspondência do apóstolo é dirigida a essa temática. Contudo, a exortação bem como as advertências ali apresentadas não se restringem a esse único tema. A leitura atentiva do texto revela que a indignação de Paulo com o comportamento da igreja, em tolerar a imoralidade sexual, também aplica-se a tolerância em relação a outros erros comuns na igreja local.
Em contraste com o que ocorreu em Corinto, bem como, com o que ocorre em nossos dias, Paulo não coloca em foco ou trata como pecado passível de disciplina eclesiástica somente a imoralidade sexual (por exemplo, adultério), ele equipara, colocando na mesma medida, tanto a imoralidade sexual, como, a lista de pecados apresentados no verso 9, a saber: "refiro-me, com isto, não propriamente aos impuros deste mundo, ou aos avarentos, ou roubadores, ou idólatras; pois, neste caso, teríeis de sair do mundo" (1 Coríntios 5:10 | ARA).
Nas visão do apóstolo a igreja de Corinto deveria "lamentar, para que fosse tirado do vosso meio quem tamanho ultraje praticou (cf. 1 Coríntios 5:2 | ARA), em relação a imoralidade sexual, mas também, em relação a avareza, roubo e idolatria. Para o apóstolo ambos os grupos deveriam ser disciplinados pela igreja.
Analisando a exortação aqui apresentada, dentro da temática da mordomia cristã, analisemos o destaque que o apóstolo dá aos "roubadores". "Refere-se à classe de pessoas que, na cobiça por riquezas, oprimem o pobre e desafortunado. Não têm piedade nem compaixão. Essas pessoas estão a tal ponto escravizadas pela cobiça que usam qualquer método para atingir seu objetivo. Não levam em consideração os princípios da decência e da bondade (Comentário Bíblico Adventista, 1 Coríntios, p. 763-4).
No texto, Paulo usa a palavra grega harpax, que pode ser traduzida como "raposo, voraz, extorsionário, ladrão ou vigarista. "O termo [...] descreve uma pessoa que se apodera do que não lhe pertence — um extorsionário, saqueador ou vigarista ganancioso. A ideia vai além do pequeno furto, revelando um coração predatório que viola a retidão, a justiça e a compaixão para satisfazer apetites egoístas". Para aqueles que demonstram tal atitude o apóstolo declara: "em nome do Senhor Jesus, reunidos vós e o meu espírito, com o poder de Jesus, nosso Senhor, entregue a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor [Jesus]" (1 Coríntios 5:4,5 | ARA).
Note, a analise do texto apresentado em 1 Coríntios 5, destaca a necessidade da igreja de atentar-se para o fato de que, tanto a imoralidade sexual, bem como, a infidelidade a Deus, no que tange os dízimos e as ofertas, devem ser tratados de igual modo. A igreja deve exortar o errado, utilizando todos os meios disponíveis para instruir e orientar a pratica correta da adoração a Deus. No entanto, deve o errante compreender que, o mesmo tratamento aplicado ao que pratica qualquer modo de imoralidade, deve também ser aplicado a aquele que age com infidelidade para com Deus.
No fim, ambos, devem ser avertidos, orientados e, caso seja necessário a disciplina e remoção. Ambos devem ser alvo do amor de Deus e da intervenção da igreja para a restauração e reintegração ao corpo de Cristo.
Pr. Vítor de Oliveira Ribeiro
Missão Mineira Norte - USeB
Ministério da Família
Mordomia Cristã
Saúde
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