A cessação do Maná - Mordomia - Meditação

No dia imediato, depois que comeram do produto da terra, cessou o Maná, e não o tiveram mais os filhos de Israel; mas, naquele ano, comeram das novidades da terra de Canaã (Josué 5:12).

Certa vez visitei uma família que estava enfrentando uma seria crise financeira. Por anos haviam sidos mantidos por uma pensão oferecida pelo governo, no entanto, a pensão, por motivos desconhecidos, havia sido cancelada. A pensão, uma compensação financeira por motivo de enfermidade, estava sendo oferecida à família desde o instante em que o pai se envolveu num acidente que lhe trouxe complicações físicas, impossibilitando-o de exercer sua atividade profissional. Sem poder trabalhar, a pensão era a única renda disponível para a manutenção familiar. Por essa razão, por ocasião da visita, a família estava desesperada.

Enquanto ouvia o relato da situação e, da preocupação familiar quanto a manutenção financeira; vendo em seus olhos a apreensão quanto ao futuro e, principalmente, a segurança e conforto depositados, ao longo dos anos, naquela, única fonte de renda, me lembrei de Josué 5:12. 

O texto relato o momento que, após a nação de Israel ter atravessado as águas do Jordão, liderados por Josué e guiados por Deus, a nação estava, agora, de fronte Jericó. Neste contexto, o povo participará da cerimônia da circuncisão e da Páscoa, dois símbolos da aliança divina com Seu povo que havia sido descontinuada ao longo dos últimos quarenta anos no deserto. Logo após, celebrarem a Páscoa, estando o povo de Israel nas terras de Canaã, o relato afirma que o Maná deixou de cair. 

Por quarenta anos (Êxodo 16 a Josué 5), o Maná havia se tornado a base alimentar da nação. Desconhecido no início, rejeitado ao longo da jornada no deserto, mas persistentemente mantido por Deus como uma forma clara da manutenção divina para a nação. O Maná se tornou não somente o alimento diário, mas também, uma instrução clara sobre a mordomia do tempo e um lembrete permanente sobre a fé em Deus e, o sábado do Senhor. Levantar todas as manhãs e colher o alimento era a certeza de ter o cuidado de um Deus sempre presente.

No entanto, agora, a promessa de levá-los a uma terra boa, que mana leite e mel, já havia se cumprindo. Já não necessitavam mais da provisão do Maná diário, pois a terra de Canaã está a disposição do povo para nela trabalhar e retirar o sustendo necessário. Ainda assim, a cessação do Maná pode ter trazido ao povo a sensação de perda e abandono de Deus. Aqueles que por anos foram alimentos pelo cuidadoso alimento celestial, poderiam se questionar: Como seremos sustentados?

O mesmo verso que destaca a cessação da provisão diária do Maná, realidade que trouxe apreensão e incerteza ao povo. É, complementado por uma grandiosa mensagem de esperança: "mas, naquele ano, comeram das novidades da terra de Canaã" (Josué 5:12). A mensagem divina era clara: já não mais receberiam a provisão diária do Maná, pois agora, seriam mantidos pela abundância das novidades (frutos) da terra de Canaã. Deus havia retirado algo bom (Maná), para oferecer ao povo, algo ainda melhor (os frutos da terra de Canaã).

O Deus que vigia e acampa ao redor de seu povo sabe, melhor do que ninguém, quais as nossas necessidades. Do mesmo modo, que sabe o melhor momento de nós dar ou retirar aquilo que nos deu. O Deus que havia provido o Maná, sabia o momento de retirá-lo. E, o retirou a fim de oferecer ao povo algo muito melhor: a concretização da promessa.

A fim de confortar a família aflita com a perda do benefício financeiro oferecido pelo governo, lemos Josué 5:12, e nos confortamos na certeza de que quando Deus retira algo com que Ele nos manteve, é porque Ele está pronto para nós oferecer algo ainda melhor.

Deus pode retirar algo que Ele nos ofereceu com o intuído de nos fazer entender que Ele está nos colocando na promessa que Ele nos fez. Creia na sabedoria e no infinito cuidado de Deus. O que Ele nos dá, sempre será melhor, do que aquilo que, nós mesmos, poderemos prover.

MAP

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