Luz e escuridão - Meditação - Família

"Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas; pelo contrário, terá a luz da vida" (João 8:12).

Sempre tive o desejo de viajar de avião. Minha intenção era ter a oportunidade de observar as coisas do alto. Em especial, desejava saber como seria ver as cidades de cima, de preferência durante a noite. Para minha surpresa, a primeira viagem que fiz, tive a oportunidade de me assentar na janela. E, de lá, observei a cidade do Rio de Janeiro, Brasil, durante a noite. A vista é lida, um desenho e contraste perfeito entre pontos de luz e a escuridão. 

O evangelista João, divinamente inspirado, declara que Jesus é a luz do mundo, "a saber, a verdadeira luz, que, vindo ao mundo, ilumina a todo homem" (João 1:9). E, Mateus Levi, ao descrever as ações iniciais do ministério de Jesus afirma: "Terra de Zebulom, terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios! O povo que jazia em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a  luz" (Mateus 4:15-16). 

Estas e outras declarações semelhantes revelam que a vinda de Jesus ao mundo teve como objetivo trazer luz ao mundo. Essa luz consiste no conhecimento de quem Deus é, e o que Ele pode fazer em favor do ser humano. Assim como, a vida e os ensinos de Jesus são associadas a Luz divina que ilumina a existência humana, os santos profetas do Antigo Testamento apontavam para a Bíblia como instrumento divino para a iluminação humana. 

Sobre o tema, escreveu Davi: "Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos" (Salmos 119:105). Para o monarca escolhido por Deus, as instruções contidas nos escritos sagrados tem o poder de comunicar conhecimento e sabedoria a todo o que lê. De igual modo, o jovem comandante dos exércitos de Israel foi orientado a investir tempo na leitura e na pratica da Palavra de Deus. "Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás" (Josué 1:8). A advertência divina dirigida a Josué, veio acompanhada de uma promessa de benção para aqueles que obedecem as instruções divinas. Logo, como cristãos somos exortados a estabelecer uma rotina regular de estudo das instruções divinas contidas na Bíblia.

No entanto, assim como no passado, hoje muitos subestimam o poder e influência da prática regular da leitura e do estudo da Palavra de Deus. Negligenciam o precioso tempo outorgado por Deus com assuntos e atrativos vazios, quando poderiam investir preciosos momentos de seu dia em comunhão com a Palavra revelada do Senhor.

Como consequência, embora Jesus tenham vindo ao mundo a fim de nos revelar a Luz, vivemos num mundo de trevas morais e espirituais. Vivemos em meio a famílias que jazem em trevas, mesmo sabendo que próximo a elas esta a luz divina. Nestes últimos dias da história do pecado, conscientes de que Jesus logo surgirá nas nuvens do céu, se faz, mais e mais, necessário levantarmos a bandeira da Palavra de Deus em nossa vida e, principalmente, em nossos lares. A Palavra de Deus precisa, novamente, ser reverenciada, lida e estudada a fim de, recebamos de Deus o poder para conhecer Sua vontade e, a mesma colocar em prática em nossa vida.

Espelhando o que ocorrerá nos últimos dias da historia do pecado, os registros históricos do livro de Êxodo revelação o flagrante contraste entre aqueles que mantem contato com a Luz divina e os que a desprezam. Descrevendo os eventos que ocorreram durante o processo de libertação do povo Hebreu do Egito, Moisés destaca o anuncio divino da nono praga. "Então, disse o Senhor a Moisés: Estende a mão para o céu, e virão trevas sobre a terra do Egito, trevas que se possam apalpar. Estendeu, pois, Moisés a mão para o céu, e houve trevas espessas sobre toda a terra do Egito por três dias" (Êxodo 10:21-22).

O objetivo divino com o envio da nona praga foi não somente punir o rei do Egito por sua obstinação, mas também, demonstrar Sua oposição e superioridade sobre o deus sol do Egito. Por três dias não ouve luz do sol ou da luz, de modo tal que as pessoas não puderam sair de onde estavam. As trevas físicas que cercaram o país era um reflexo da escuridão moral em que os egípcios viviam. Era um apelo divina para que aceitassem Sua reinvindicação e, não somente libertassem os Hebreus, mas também, o aceitassem como Senhor. 

Para aqueles que haviam ouvido a voz de Deus e aceitado Sua vontade, o incidente revelou de modo vivido o que o Senhor deseja que compreendamos hoje. Há um contraste entre os que obedecem a instrução divina e, os que escolhem ignora-la. Moisés declara que: "não viram uns aos outros, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias; porém todos os filhos de Israel tinham luz nas suas habitações" (Êxodo 10:23). Como um ato de misericórdia para com aqueles que ousaram manifestar fé na Palavra divina, em suas casas havia luz. Em meio as trevas que cobriram o Egito por três dias, na casa daqueles que aceitam o Senhor como a Luz do mundo, não havia trevas. 

Não esta longe o dia em que, as últimas pragas serão lançadas sobre o mundo. Neste dia haverá claro contraste entre aqueles que, hoje, fazem da presença de Cristo e de Sua Palavra a luz de seu lar. Naquele dia, haverá luz na casa dos fiéis e trevas ao redor do mundo. Aproveite a oportunidade divina no tempo presente. Dedique tempo para o estudo da Bíblia e permita que Deus ilumine o seu caminho, sua casa e sua família.

Departamental de Mordomia Cristã
Ministério da Família 
MAP 

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