Instruída para educar - Meditação - Família
"Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus que enviaste venha outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer" (Juízes 13:8).
A Bíblia está repleta de narrativas que nos ensinam sobre o tema da família cristã. No entanto, quando o foco a ser estudo se refere a construção do caráter e da educação de filhos, poucos textos são tão poderosos e assertivos na tarefa de orientar os pais, como Juízes 13. O capítulo tem sido utilizado, ao longo do tempo, como forma de destacar o nascimento de um dos mais famosos juízes de Israel, Sansão. Entretanto, o estudo cuidadoso, revela que a ênfase do texto, na verdade, repousa sobre os pais, Manoá e sua esposa.
Está, assim como autor destaca, era estéril e não possuía filhos. A está mulher, veio o anjo do Senhor a fim de comunicar o desejo divino. Em Sua infinita sabedoria Deus tem formas específicas de lidar com as necessidades de Seu povo. E, neste episódio, como em outros, é revelado que sempre que o Senhor precisa de um homem para atuar em favor de Seu povo, o Eterno chama uma "mulher". Foi assim, com Joquebete, mãe de Moisés, com Ana, mãe de Samuel, Izabel, mãe de João Batista e com Maria, mãe de Jesus. Não diferente, o anjo de Deus vai ao encontro da esposa estéril de Manoá e lhe apresenta uma importante mensagem: "[...] guarda-te, não bebas vinho ou bebida forte, nem comas coisa imunda; porque eis que tu conceberás e darás à luz um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu consagrado a Deus desde o ventre de sua mãe; e ele começará a livrar a Israel do poder dos filisteus" (Juízes 13:4-5).
A primeira vista parece que a ênfase da fala do anjo é o menino e a preocupação divina quanto ao seu nascimento. No entanto, a fala angelical é dirigida a mãe, esposa de Manoá. A instrução divina á mulher é clara: "[...] guarda-te, não bebas vinho ou bebida forte, nem comas coisa imunda, [...]" (v.4). Antes de apresentar qualquer informação sobre o futuro libertador de Israel, Deus chama a atenção para a mulher, futura mãe de Sansão.
A mesma ênfase é destaca nos versos 13 e 14, quando, por ocasião da segunda visita angelical, Manoá interroga o enviado de Deus sobre como deveriam se preparar para educar a criança e, prepara-lo para o seu ministério. Na oportunidade, mais uma vez, ao invés de apresentar orientações relacionadas ao menino, o anjo se dirige a mulher. "Guarde-se a mulher de tudo quanto eu lhe disse. De tudo quanto procede da videira não comerá, nem vinho nem bebida forte beberá, nem coisa imunda comerá; tudo quanto lhe tenho ordenado guardará" (Juízes 13:13-14). Embora a atenção divina estava no menino que viria ao mundo, o objetivo de Deus, a priori era orientar os pais e, em especial, a mãe sobre como deveria se preparar para gerar o futuro libertador.
A lição apresentado aqui é clara. A fim de que o filho de Manoá viesse a ser um homem consagrado para a obra de Deus, seus pais e, em especial sua mãe, precisa ser instruída. Embora o objetivo é fazer de Sansão um nazireu, consagrado à Deus; sua mãe, deveria, desde aquele momento, se consagrar à Deus. Abstendo-se de tudo o que pudesse contaminar a criança. Caso a mãe, estivesse disposta a receber e viver, na prática, as instruções divinas, o filho seguiria seu exemplo.
O mesmo ocorre hoje. A fim de ter, no futuro, uma geração que conhece e se submete as instruções divinas, precisamos ter, hoje, pais, que se preocupem e se preparem para ouvir e aplicar as instruções do Senhor. Antes de ter filhos que se submetam a vontade divina, é preciso ter pais que estejam dispostos a tal submissão. Note, Manoá e sua esposa, embora não tivessem filhos, não são apresentados orando para receber. Noutras palavras, eles não oraram para ter um filho. Mas, escolhidos por Deus, oraram para receber instrução de como educá-los para a glória de Deus.
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